O que é, de fato, a Inteligência Emocional?

Muito se fala em Inteligência Emocional e esse assunto, realmente, me apaixona. 

Muitas perguntas nos vêm à mente quando começamos a refletir sobre esse assunto: O que é, de fato, a inteligência emocional? É possível desenvolver a inteligência emocional? A inteligência emocional é importante para que eu tenha sucesso no mercado de trabalho?

As emoções fazem parte do que chamamos de pensamento e raciocínio. Elas fazem parte do que conceituamos “ser inteligente”, sem dúvidas.

Vou começar a explorar esse assunto apresentando o Desafio de Aristóteles que, para mim, traduz do que estamos falando quando mencionamos a inteligência emocional:

“Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas, zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e de maneira certa, isso não é fácil.” Aristóteles – Ética a Nicômaco

Somente quando somos inteligentes, emocionalmente falando, é que somos capazes de “dominar ” nossas emoções e não sermos “dominados” por elas.

Antoine de Saint-Éxupery, autor do Pequeno Príncipe, mencionou “É com o coração que se vê corretamente, o essencial é invisível aos olhos”. Sendo assim, olhar para dentro de nós mesmos, nos conectarmos com nossa essência, nossos valores e nossas percepções nos dará uma pista de como desenvolver a nossa inteligência emocional.

O grande desafio é entendermos que podemos desenvolver e /ou fortalecer tais habilidades emocionais:

E como podemos fazer isso?

O primeiro passo é o Autoconhecimento, precisamos identificar as emoções que nos invadem, sermos capazes de entender quais são as emoções, nomeá-las, reconhecê-las e compreender sua origem.

O segundo passo é gerenciar as emoções, utilizando-as para melhorar nosso raciocínio e, conseqüentemente, nossa tomada de decisão.

O segundo passo fica impossível sem o primeiro. Afinal, começamos a caminhar, sempre pelo primeiro passo e ele, sem dúvida, é sempre o mais difícil.

Todas as emoções como raiva, medo, alegria, tristeza, nojo, são inatas e adaptativas mas, segundo Antonio Damásio, o homem está evoluindo para conciliar a emoção com a razão. E, assim que conseguirmos essa proeza, teremos, sem dúvida, um mundo melhor para nós e para as gerações vindouras.

A tradição cartesiana afirma: “Penso, logo existo” mas para Damásio as emoções e sentimentos são essenciais pois exercem influência direta sobre a tomada de decisão e moldam a razão humana.

Há várias definições de inteligência emocional. Eu gosto muito da de Mayer e Salovey, 1997: “Inteligência Emocional é a habilidade de perceber, acessar e gerar emoções para auxiliar os pensamentos, entender e efetivamente poder regular emoções para promover o crescimento intelectual e emocional.”

Para Daniel Goleman, precisamos percorrer CINCO passos para desenvolver a Inteligência Emocional:

1. Autoconsciência (Eu me conheço)

2. Autogerenciamento (Eu me gerencio)

3. Motivação (Eu me motivo e motivo os outros)

4. Empatia/ Consciência Social (Eu conheço os outros)

5. Habilidades Sociais (Eu gerencio os outros)

Quando falamos em autoconhecimento, muitas vezes, embarcamos em uma filosofia vã sobre nós mesmos. Acreditamos ser algo que não somos, mas que gostaríamos de ser. Acreditamos que somos algo que nunca vamos ser, mas que outros disseram que seríamos.

Olhar para dentro de si é a única maneira de descobrirmos quem somos. O outro, sempre será nosso espelho, ele nos reflete e inspira, nos amedronta e nos encoraja mas tem seu próprio referencial, baseado nas crenças e valores que o moldaram.

Assim, nós precisamos entender quais são as crenças e valores que nos moldaram e todos os aspectos transgeracionais que nos fizeram performar do jeito que performamos.

Somente nesse caminho de entendimento corajoso sobre nós mesmos conseguiremos encontrar nosso equilíbrio emocional, a saúde e o sucesso profissional que tanto buscamos.

Portanto, nosso comportamento é totalmente impactado por nossas emoções e a forma como sentimos as coisas, podem ser trabalhadas ou melhor estruturadas a partir do autoconhecimento. Somente assim, os processos de comunicação e relacionamentos poderão receber as devidas tratativas pois sem esses dois fatores, não há como obter resultados positivos e duradouros seja no mercado de trabalho, seja na vida pessoal.

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