Qual é o seu drive?

Qual é o seu drive? Essa é a primeira e mais importante pergunta quando falamos de autoconhecimento.

A resposta a ela, resume outras tantas definições que temos de buscar para chegarmos ao autoconhecimento: Para onde você está dirigindo a sua vida? Qual o seu foco e seu propósito?

 Avaliar os custos e benefícios de suas escolhas faz parte desse processo de viver bem a vida.

Em minha experiência no atendimento às pessoas, percebo que, em muitos momentos, a “vitimização” é a escolha. É importante entender que essa escolha pode ser possível, mas não te tira do lugar, não agrega nada ao processo de mudança. Viver a adversidade e aproveitá-la, no sentido de transformá-la em algo positivo para você, é a única alternativa saudável.

 Fluir nas emoções entendendo “ o que” você está sentindo, “ Como “ está sentindo e “ Por que” está sentindo, pode trazer uma perspectiva proativa de esperança e novas possibilidades. Isso é que chamamos de “otimismo”. Precisamos evoluir na nossa capacidade de identificar sentimentos simples e complexos, e a partir daí encontrarmos opções válidas para avaliar, aproveitar e transformar emoções e adversidades em recursos estratégicos.

 Hoje sabemos que tudo funciona como um sistema, nosso organismo (sistema linfático, digestório, cardio-vascular, etc), nossas relações (sistema familiar, corporativo, etc..).

Sabemos também que há uma enorme complexidade nesses sistemas. Grupos sociais podem ser chamados de sistemas complexos em certos aspectos. De um modo geral, podemos caracterizar um sistema complexo como um fenômeno que não pode ser descrito por uma única teoria simplificada”, explica Christian Schmeltzer, especialista da Humboldt-Universität de Berlim. “Nos sistemas complexos nós geralmente encontramos muitos princípios interagindo em diversas escalas diferentes, de modo que é impossível fazer uma descrição universal.”

 Podemos ter previsibilidade do comportamento isolado de uma pessoa, caso a conheçamos bem mas, se ela estiver inserida em um grupo, o comportamento dela e de todo grupo pode ser completamente imprevisível. 

 Christian Schmeltzer, diz que a consciência humana resulta das dinâmicas coletivas de bilhões de neurônios no cérebro e que um dos problemas fundamentais da neurociência é responder como a atividade neuronal, depende de propriedades topológicas da rede de conexões sinápticas. Para este objetivo, os neurocientistas fazem, atualmente, uso extensivo da complexa teoria de rede, originalmente proposta por matemáticos.

Marengo, concorda: “Somos capazes de compreender e de modelar muito bem o comportamento de cada neurônio único e suas partes, mas a interação entre eles leva a sincronicidades e fenômenos que estão muito longe do nosso entendimento.” 

 Sendo assim, a única forma de darmos conta desse enorme desafio, de agirmos e interagirmos dentro de uma proposta de desenvolvimento e crescimento, nos levando a ter maior satisfação com a nossa vida, é entender “quem” somos nós e “o que” somos nós, para nós mesmos e para os outros.

 Vera Castro

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